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4 de mai. de 2016

O Adeus do meu 208



Há muito tempo eu escrevi um post falando justamente do meu 208 e o porquê de eu ter adquirido um.
Pois bem, após 2 anos e meio com esse carro, eu disse adeus a ele para adquirir um Mitsubishi Lancer (que eu tanto queria).

Então, devo dizer que fui muito feliz com o 208.

Ele é bonito, bem acabado, tem uma direção macia, posso afirmar que eu amei o meu primeiro carro e fiquei muito feliz com minha escolha.

Tive os meus problemas com ele?

Tive.

Depois de pegar a Regis Bittencourt e a Serra do Cafezal, o carro voltou meio crocante e meio frouxo, na hora da revisão eles tiveram que dar uma apertadinha no carro.

O problema foi que eles apertaram tanto que eu não conseguia abrir o teto solar.
Tive que voltar na concessionária para resolverem isso.
Mas pelo menos aqui no Vale do Paraíba a concessionaria é muito boa, então passei esse tramite todo sem maiores complicações.

Outro problema, dessa vez não técnico, mas financeiro foi o fato do seguro dos 208 terem ficado mais caro.

Outro ponto negativo do carro são os pontos cegos, o 208 tem muito ponto cego.

Sem contar o recall devido a um problema na barra de suspenção, o recall foi feito em Dezembro, mas nunca tinha peça, eu só consegui consertar o problema em Fevereiro!

E o mais importante, algo que jamais esqueci o tapete do carro, mais de uma vez o tapete se soltou e enroscou no pedal do freio, o incomodo chegou a tal ponto que eu tirei do carro, deixei lá guardado na garagem e só peguei de volta quando fui vender o carro.

Mas problemas a parte, deixa eu falar das coisas boas.

Além de toda a parte estética, que eu adorei e que com certeza cativa qualquer mulher, tem outros pontos.

Consumo, eu adorei o consumo, e olha que eu estiquei bem aquelas marchas e o consumo era muito bom.

Velocidade, devo admitir que ele pode ficar um carro bem nervosinho, obviamente isso depende e muito do motorista, mas uma vez na quinta ou com o carro empalado em uma marcha baixa e com alta rotação o fofinho mandava bem.

E eu não achei que o carro sentiu muito quando lotado de gente e malas. Isso é bom para quem viaja com amigos ou família.
Porém devo dizer que se os seus colegas são grandinhos eles vão ficar espremidos.

Em suma, eu adorei o 208, foi um carro especial para mim, meu primeiro carro (próprio e quitado - sim, eu sou babaca!)

Mas ai você se perguntar, qual é o comparativo?
Se você só dirigiu 208, o 208 vai ser sempre melhor.
Pois os carros que dirigi sem ser o 208, foi o Palio, Gol e City.
Obviamente o City está à cima, mas não quis fazer essa comparação com ele. Porém o 208 perto do Palio e do Gol, eu escolheria o 208. (Isso obviamente se estivéssemos em 2013 ~ 2014)

Agora vamos para outros pontos muito importantes.

Revenda.

Devo admitir, não por experiência minha, mas pelo o que outros disseram, que vender o Palio ou o Gol é muito, mas muuuuito mais fácil.

Outro ponto importante, eu comprei o 208 em 2013, naquele momento eu adquiri o modelo Allure e custava 45.000,00


Atualmente o mesmo modelo custa 54.990,00, ficou meio salgado não?

Outro ponto, o modelo Allure manual agora é 1.2! 1.2 MERMÂO! TÁ DE SACANAGEM!?
Para você ter um 1.6 manual você tem que partir para uma versão nova, a Sport que custa 60.000,00!

Ai você me pergunta, se eu compraria o 208 atualmente?

Eu digo que apesar de todo meu amor e de ter tido ótimas experiências, EU NÃO COMPRARIA O 208 ATUALMENTE.

O PREÇO NÃO COMPENSA.

Porém um seminovo ou usado com pouco quilometragem, eu indico sim o 208.

Bem, o próximo post eu vou falar da venda, negociação e do novo amor da minha vida, o LANCER!


3 de ago. de 2013

No volante

Eu sei que esse blog foca na parte esportiva...no automobilismo e principalmente em determinadas categorias...mas o mais importante é o que une a todos nós...o prazer por corridas, o prazer da velocidade...o prazer de dirigir...

Por isso resolvi escrever algo diferente hoje.

Sei que temos muitas noticias, mas para mim fica difícil cobrir tudo, vou postar sobre elas (WRC, IndyCar) mais tarde...vamos ao ponto.
Eu sempre gostei de automobilismo, desde que me dou por gente assisto a F1, StockCar, Fórmula Truck (graças ao meu pai) e a MotoGP (thanks to mama) ... e é claro que assim que foi possível eu aprendi a dirigir.
Me lembro que na época lei iria sofrer algumas mudanças, como ter mais horas de aulas teóricas, mais horas de aula prática, dois anos de permissão antes de conseguir de CNH de fato. E eu fui correndo, assim que fiz meus 18 já dei entrada no processo. E foi compensador, peguei a lei antiga e fiz tudo em menos tempo! =)

Na época meus pais tinham um GOL, e eu aprendi a dirigir em também. Meu instrutor era caladão, só falava o que era necessário, dizia que "se estiver rápido você vai perceber" .... "freia mulher" ... "é só não bater" ...e coisas do tipo, só posso dizer que ele foi essencial para minha aprendizagem, era um excelente instrutor, que ironicamente foi saber depois que era considerado o pior instrutor (no ponto de vista das mulheres) pois ele era muito direto e não fazia elogios "o minimo que você deve fazer é fazer certo" ele dizia.

Me lembro que no dia do exame cheguei tarde, peguei uma fila enorme e um sol de matar, tomei tanta água que sentia que ia explodir no fim do dia, e tanto eu quanto meu instrutor dormimos no carro até chegar a nossa vez...Eu passei lindamente na prova (todos os alunos dele passaram)

E pronto, eu tinha minha permissão e dentro de um ano uma habilitação, o sonho de dirigir, pegar Dutra, Carvalho Pinto, Anel Viário, estava a meu alcance...e de fato foi assim por um tempo...até meus pais trocarem de carro.

Demos adeus ao GOL, e abraçamos o Honda City...um carro macio, rápido, com mais potência, motor, beleza, resistência...tudo o que podia haver de superior ao modelo anterior...mas com isso veio outro problema, esse carro era o xodó do meu pai, ciumento até as últimas com ele, não achava que eu tivesse habilidade para andar com carro em outro lugar que não fosse no bairro. E o pior é que eu também comecei a achar o mesmo.

E assim passou um ano, dois anos, três anos sem dirigir...eu por birra não queria tocar no Honda, e com isso acabei por não tocar em carro nenhum.

Mas a vida da voltas, e esse ano com um ótimo emprego, eu sai em busca de um carro MEU...e depois de muito pesquisar escolhi o 208. Pequenino, bonito, macio, com uma boa motorização, por escolha própria de cambio manual. E meu querido chegou há um mês.


E a um mês estou dirigindo novamente, no bairro, no centro, no calmo, na confusão, no Anel e na Dutra....foi como começar do zero. Eu havia me esquecido o quão bom era dirigir, havia esquecido o que fazia eu gostar de carros que não fossem os que via na TV durante as corridas.

Tive que reaprender tudo novamente. Os medos do começo estavam todos lá. A insegurança também.
Mas ao mesmo tempo tenho a convicção que o carro agora é meu, uma propriedade minha da qual eu pago todos os impostos, seguro e manutenção. Isso me dá uma autonomia e segurança que eu não sentia no Honda, que me fez parar de dirigir, hoje me da a segurança para entrar no carro.

Estou bem melhor, e assim como andar de bicicleta, você também nunca esquece como se dirige.
Quanto ao carro, bem eu recomendo o 208, a versão mais equipada, não vou citar as qualidades pois na minha opinião são muitas, então só vou deixar bem claro meus dois únicos problemas com o carro.
1º -> ele estiver num dia quente, com o teto solar aberto, vira uma estufa
2º -> o cambio é meio duro (no entanto isso pode ser eu mesma com problemas ao lidar com ele após tantos anos sem dirigir)

Bem, acho que é isso.
Amanhã volto com WRC (Oglier dominando) e com IndyCar!